Entrevistado: Wladmir Costa

Clique para ouvir

Instituição: Rádio Rauland

Função: Apresentador do programa “Chamada Geral”

Repórteres:¹

Data: 22/09/1999

Resumo:

Wladimir Costa relata que antes de entrar para o radio era camelô, vendedor de feiras. Um dia soube de um concurso na rádio Guajará para novos talentos na área de comunicação radiofônica, resolveu participar e começou a sua carreira no rádio. Depois foi atuar na rádio Carajás de Jader Barbalho, em que veio a se descobrir como um “rebatedor de porradas e crítico”, tornando seu marca nos seus programas sucessivos. Termina a entrevista falando sobre a sua audiência no programa “Chamada Geral” na rádio Rauland e como é o processo de produção do programa.

 

Principais assuntos da e ntrevista : Carreira de Wladimir Costa, programa “Chamada Geral”.

Palavras-chave: Wladimir costa, comunicação, Rauland, Jader Barbalho.

Coordenação Geral: Profª Drª Luciana Miranda Costa.

____________________________________

¹Não conseguimos identificar qual dos alunos envolvidos com a Pesquisa “Os 80 anos do Rádio no Pará também fez parte do TCC “ fez essa entrevista.

 

Wladimir Costa – Apresentador do Chamada Geral , na Rauland.

 

Wladimir eu queria saber primeiro sobre o teu histórico pessoal de como tu começaste na rádio, né, e em que rádio tu começaste, e eu gostaria muito que tu me desses datas, é ano e...

O Wladimir iniciou a carreira no ano de 1986, 18 de maio. Nós fomos descobertos, profissionalmente, pelo querido jornalista Raimundo de Souza Cruz e também pelo doutor Lopo de Castro Júnior, que era proprietário da extinta rádios Guajará AM e FM, que nesta data nos deram oportunidade, que nós fazíamos antes do rádio, nós éramos camelôs, nós comercializávamos produto na rua com muito orgulho, trabalhávamos nas feiras, trabalhávamos no Ver-o-peso, ai nós tivemos informação que haveria um concurso para escolha de comunicadores, ou seja, pra jovens que quisessem enveredar pra o mundo da comunicação radiofônica e naturalmente com esta informação nós procuramos a direção da emissora...

Que emissora?

... Na Avenida Governador José Malcher. Rádio Guajará AM e FM e lá fomos recebidos pelo doutor Raimundo Souza Cruz, na época estava o Janjão coordenando a programação e por lá estava também o companheiro Élio Dória. Tinha um, presumivelmente, uns cem candidatos. E desses cem candidatos saiu o Wladimir Costa que sou eu, saiu o, o Walmir Rodrigues, saiu, saíram vários profissionais que hoje labutam na comunicação, é dentre os quais o Sérgio Murilo da Liberal, da nossa querida noventa e sete vírgula cinco Liberal, e ai iniciou a carreira do Wladimir, nós vamos já fazer treze anos, não sei se relevantes ou irrelevante serviços prestados a comunicação. Nós trabalhamos na rádio Guajará, começamos numa AM fazendo um programa por semana, que era o programa tarde alegre de meio dia às dezoito horas, eram seis oras de comunicação, e dali três meses, depois nós fomos convidados assumir um programa diário e deste programa diário, na, no AM, e depois do AM nós, imediatamente, fomos transferidos pra FM, fazíamos as duas rádios. Fazia a AM de manhã e fazia a Fm Guajará à tarde.

As características do programa que tu começaste a fazer são parecidas no que tu faz hoje, ou tem algum diferencial?

Eu sempre procurei dividir um pouco as formas de comunicar, ou seja, do AM para o FM, como se existissem dois Wladimires, entendeste? Quando eu chegava pra comunicar na rádio AM eu colocava uma, uma, uma, uma comunicação mais coloquial, né, mais pausada e, no FM, eu colocava um pouquinho mais de ginga pra você, você quer saber como é que é?

Pode falar

Então vamos dizer, rádio AM, vamos dizer que seja rádio Unama, né: “Bom dia Brasil, bom dia Amazônia aqui rádio Unama AM pra proporcionar uma festa de comunicação e alegria pra você”, ai vamos dizer que seja Unama FM: “Salve, salve simpatia aí você, como é que tá, tudo legal? Vamos arrebentar nessa manhã, fazer e acontecer e vá lá os hits que você gosta de curtir”. Então, a gente fazia essa divisão e a gente conseguia ganhar dois salários, o do radialista da AM e o radialista da FM, e daí.

E me diz uma coisa ai ta, da Guajará tu fostes pra onde?

Fui trabalhar na extinta rádio Carajás, nós passamos lá dois anos e pouco e lá

A rádio Carajás é de que ano?

A rádio Carajás, em 1992, por aí.

Tu lembras o proprietário dela?

Sim, Jader Fontenele Barbalho, senador da república e brigador pelo PPA.

Tá legal pode falar dessa época.

Pois é, e a gente foi pra lá pra Rádio Carajás e o Jader na época candidato a governo ao Estado e os veículos de comunicação estavam batendo muito no Jader. Porque quase todos os veículos de comunicação, acredito que noventa e nove por cento dos veículos de comunicação do Estado do Pará ou do Brasil, elas tem é afinidade política, né, tem os seus vínculos partidários e nós, naturalmente, estávamos fazendo um programa de muita audiência na época lá na, na rádio Carajás e ,imediatamente, me convidaram pra fazer também na rádio clube do Pará. Então, eu fazia na rádio Carajás FM, que hoje é a noventa e nove vírgula nove, e fazia também na seiscentos e noventa, que é a Rádio Clube do Pará, onde eu tinha vontade de trabalhar porque foi a primeira emissora de rádio do Norte do Brasil, foi a Rádio Clube do Pará, pra quem não sabe, tem mais de cinqüenta anos de levando serviços prestados a comunicação paraense. E nós tinha vontade... Só pra eu dizer assim, aquela era de orgulho, né profissional “ai, eu já trabalhei na primeira radio do Pará, que foi a radio Clube do Pará, né. A voz que canta e fala para a planície”, que era o slogan da, hoje já estilizaram um pouquinho, mas a gente fez esse programa. Então eu senti a necessi9dade de mudança de característica ou seja eu não podia ter duas identidades, eu tinha que ter uma só, ou seja, procurava a linguagem do AM estilizada e coloca um pouquinho de ginga, então foi que a gente fez. E levada as circunstancias do ano eleitoral, onde o Jader concorria ao governo do Estado, e nós víamos que os comunicadores das outras rádios, que tinham vínculos partidários com os opositores políticos do Jader, nós nos sentimos na necessidade de proteger a imagem política dele, ou seja, começar a rebater as famosas “porradas”. Ai, eu descobri um novo Wladimir, um Wladimir que fazia colocações equilibradas e que sabia bater legal, sabia montar uma defensiva e eu cresci muito então nesse contexto, neste contexto profissional, ou seja, eu aprendi aquilo que eu não sabia fazer que era criticar, auto criticar ou elogiar, ou fosse numa linguagem técnica, ou numa lingüística mais popular, ou alguma coisa parecida e ali eu descobri um novo Wladimir, ai é esse Wladimir que ta hoje na rádio Rauland, vai fazer hoje nove anos de Rauland.

Tu começaste quando na Rauland? Tu já começaste com o chama, chamada geral, né?

Positivo, é o, no ano de mil novecentos e noventa e três por aí, eu não tenho muito assim precisamente as datas, né, mas eu sei que eu vou fazer nove anos, dizem os proprietários. E quando nós fomos pra lá o horário estava muito decadente, né, estava muito decadente, estava pegando...

Começastes nesse horário que tu estas hoje?

E sim, sim

Tá.

E então nós iniciamos de quatro às oito horas da manha e daí, graças a Deus, hoje a gente conseguiu fincar uma postura profissional. Hoje todos conhecem Wladimir, todos respeitam Wladimir, hoje nós temos uma fatia privilegiadíssima de audiência, incontestavelmente, em todos, em todos os veículos de comunicação eu me do ao luxo de ser parabenizado pelos proprietários e diretores de rádio, entendeste? Um reconhecimento popular muito grande, hoje a, a Assembléia Legislativa do Estado do Pará inúmeras vezes já nos prestou homenagem, Câmara Municipal, inúmeras vezes já nos prestou homenagem, o poder Judiciário e uma infinidade de instituições.

Wladimir eu queria que tu começasses a falar um pouquinho sobre a estrutura do teu programa, é como é que ele é feito? Como é que tu fazes pra montar ele? Ele é musical, tem denuncia, tem noticia, tem entrevista? Como é que é, tu que escolhe o, o processo do programa diário?

Veja só, eu tenho uma abertura muito grande na radio Rauland, eles demitam uma confiança. Eu sou o maior faturamento publicitário da rádio Rauland hoje, e sou a maior audiência de todas as rádios do Pará, certo? Entre. Hoje nós somos quase trinta emissoras entre as OT's, as Am's e as Fm's, certo? Eu sou primeiro lugar deles todos, eles podem ate dizer “sou primeiro lugar”, mas só se for a programação vinte quatro horas, mas no horário de quatro as oito é Wladimir e a gente prova isso documentadamente. A estrutura do programa não existe, porque o que, que eu coloco? Eu coloco que o rádio ele é na realidade um verdadeiro teatro, na minha concepção, o rádio é um teatro. Você só tem que levar o produto, o ouvinte ele tem que pegar o produto final, ou seja, a programação. Ele tá aqui do outro lado do rádio e vai ouvi e ali você vai vender o seu peixe, vai dizer que você tá com um som digitalissimo, que você tem um equipamentos dez, pra gerar um som pra acariciar seu ouvinte, você leva mais esses tipo de papo. As entrevistas não existem, as vinhetas a gente produz mesmo, não existe pauta do que, que eu vou falar amanhã, do que, que eu coloca amanha, qual o assunto policial que eu vou coloca, qual o assunto que eu vou abordar, não existe nada eu ponho a canetinha atrás da orelha, sento lá e pac pau.

Agora é, eu acho em relação ao teu programa o seguinte, não só em relação ao teu programa, mas em relação a própria rádio, a Rauland. As rádios Fm's, em Belém, elas tendem a ter uma característica muito parecida, só que a rádio Rauland, uma opinião particular, tem uma característica diferente ela tem muito mais AM dentro da FM do que as outras, coloca muito mais informação, tem entrevista, tema questão da denuncia. Então eu queria saber por que é, é uma, eu acho que é uma inovação isso, esse é, essa, esse tipo de programa dentro de uma FM?

Que foi implantado com a minha chegada

Pois é, eu queria, como é que tu selecionas as denuncias, como é que tu, como é que tu lida com elas, como é que tu recebe as criticas? Porque as criticas são inúmeras, as denúncias (atende o telefone: alô, eu não to podendo atender agora é Orlando, Orlando eu tô fazendo uma entrevista tá amo? Maior beijão do mundo, tá, te lego, tchau.). Como é que tu, como é que tu lidas com isso? Porque tu já foste é, ameaçado de morte, né isso?

Tocaram fogo na minha casa

Tocaram fogo na minha casa, exatamente. E tu continuas fazendo a mesma coisa.

A mesma coisa, pior. Naturalmente, com relação a contragosto

Tem critérios? Isso aqui eu vou colocar no ar, isso aqui não. Qual é o teu critério pra te avaliar que uma coisa pode ir ao a, que ela pode ser, servir de denúncia ou não, “não isso aqui, eu não vou colocar no ar porque eu acho que não, não é certo, não vai render”. O que é? Tem algum critério?

Olha, eu não sou nenhum candidato a santo, entendestes? Eu costumo dizer que os meus amigos não têm defeito e os inimigos se não tiver a gente coloca, é um ditado que rola muito (risos). Evidentemente que tem fatos que eu não levo ao ar, que me dô ao luxo, eu não quero levar ao ar, não vou fala, eu não vou. Olha, eu não sou a pessoa que você deve procurar, por exemplo, às vezes aparece alguém que eu, o denunciaram ou alguma coisa parecida, que tem algum vínculo comigo, um vínculo é de amizade, uma hipótese, né, e for denunciar ai eu vou dizer “olha eu não me sinto a vontade”, mas eu digo “olha você procure esses veículos esse e esse, esse”. E qualquer profissional faz isso, por mais que eles não assumam, mas é verdade, entendeste? Não tem essa não, “não é que eu estou acima do bem e do mal”, isso não existe. Eu não estou acima do bem e do mal, eu vivo dentro de uma verdade e de uma realidade. Se eu dizer pra você que tudo que chegar lá eu vou denunciar é mentira, é mentira, mas não existe muitos critérios não a nível da informação. Eu chamo e ligo pros meus, pras minhas fontes de informação o que, que tem? Quem morreu? Quem matou? Quem foi preso? Quem estuprou? Quem assaltou? Os bastidores políticos: ligo pros meus informantes em política quem é que ta corrompendo? Quem não ta? Quem tá trabalhando? Quem é o que mais falta na Assembléia? E, ai assim sucessivamente a gente sai disparando levando ao ar.

Quantos repórteres tu tem ao vivo? Um, dois?

Eu estou lançando hoje né, hoje eu estou dando oportunidade pra novos valores porque hoje eu já vou fazer treze anos de rádio e eu graças a Deus hoje eu sou um homem extremamente privilegiado a nível econômico e profissional e acho que eu tenho que começar a criar discípulos, porque eu vou lhe falar, o rádio ele não se faz nas faculdades, o radialista ele não se faz nas universidades você tem que descobri-los. Noventa e nove por cento dos profissionais, que atuam na comunicação falada, na imprensa falada, eles não são oriundos das universidades ou das faculdades. Então eu me acho na necessidade de criar discípulos porque a, a juventude ela é efêmera assim como beleza também, né? E evidentemente, que eu tenho que criar. Então hoje, eu já lancei já o Juilson eu estou lançando correspondentes eu estou lançando uma jovem que vai falar, vai colocar todos os assuntos de Castanhal, coloquei Jorge Wilson que é meu correspondente de Ananindeua, tem o Paulinho Montalvão, tenho um no meu departamento de esportes e tenho agora, eu estou com, eu comprei toda a programação esportiva da rádio Rauland por dois anos, onde eu, nós vamos aqui dar oportunidade de emprego para, presumivelmente, uns quinze profissionais de comunicação.

Tu podes me dizer a, a característica ou tu tem a característica do teu público? Quem é o teu público? Quem é que te escuta de, de seis às oito da manhã ou de cinco às oito da manhã?

Quem gosta e quem não gosta do Wladimir, os dois ouve, todas as classes me ouvem. O pobre quanto mais pobre, mas ele adora fofoca e os ricos, ricos ouvem pra saber se eles não vão ser denunciados (risos). Então essas coisas rolam muito assim, entende? Todas as classes.

Tu acha que tua audiência é passa por todas as classes?

Não, claro que na classe A eu tenho uma porcentagem de audiência menor do que a classe... é B, menos, ai depois a classe C menor que a classe B, assim sucessivamente. Eu quero ser de classes D, C e E, que eles agora descobriram a E né. No meu tempo, era só a classe A e classe B, agora já tem a D, já tem a C e já tem a E, daqui a pouquinho vai todas as letras juntos.

Wladimir me diz uma coisa é mudança do, da FM que tu começaste pra FM de agora. Não só mudanças técnicas, né, como mudanças de emissão, de locução, de comunicação? E outra mudança também em relação às rádios, o que, que tu observas tem alguma coisa que tá errado? Tem alguma coisa, tem alguém que ta fazendo mais certo?

Quem está fazendo mais certo sou eu, porque eu sou primeiro lugar deles todos (risos), então evidentemente que eu sou o correto, né? Bom, em relação, por exemplo, o comportamento profissional, eu acho que os profissionais hoje eles procuram mais se lapidar, né? Veja só, antigamente no, nas rádios os profissionais eles tinha extre, vícios extremos na, na colocação da voz, na aplicação da voz no microfone, eles falavam assim: “Ok gente alegre, gente amiga estamos presentes aqui na Rádio Clube do Pará pra fazer”, então eles usavam este comportamento, hoje há uma naturalidade, entendeste? Eu, eu, eu, eu achei um estilo de comunicar onde eu procuro não é, usar muito plural “pra vocês que estão ouvindo, pra essas pessoas que nos ouvem no interior”, não, “par você no interior, pra você meu amigo motorista de ônibus”, eu acho que fica mais pessoal, muito mais legal. Hoje, os profissionais de comunicação se preocupam muito com as pregas vocais inclusive você é da Unama, né?

Sou da Federal.

Ah, você é da Federal. É lá na Unama tem um curso de fonoaudiologia e a coordenadora doutora Márcia Salomão, uma pessoa fantástica e ela, hoje, é responsável por uma boa fatia de, de belíssimas vozes que ecoam nas emissoras AM e FM. Então, os profissionais hoje estão procurando aplicar um português mais correto, estão procurando não usar golpe de glotes, não sei se você como profissão então já lhe falaram sobre isso, golpe de glote, né

Já, sei

Alguns vícios de linguagem algumas coisa. Então eles procuram hoje, profissionais de comunicação se lapidar a uma harmonia muito grande dentro desse contexto. Agora a nível de rádio, que eu acho que está certo, que está errado, eu não tenho nada a opinar. Eu acho que cada um faz a sua programação, eu acho a que está errado a que está em último lugar, eu acho que está certo a que está em primeiro lugar.

É em relação à informação, as outras rádios Fm's têm muito pouca informação, na maioria das vezes, elas são quase que exclusivamente musicais. Tu achas que isso tende a mudar? Tu achas que deve mudar?

Olha, eu acho que vai de programação pra, pra, pra vi, pra programação pra programação, nós da rádio Rauland somos apaixonados por informação, né, e informações a famosa clínica geral, onde vai da polícia à política, as denúncias às críticas, a auto-crítica o, clamor popular às coberturas jornalísticas, as reportagens externas a gente prima muito. A noventa e nove tá uma programação excelente, mas ela é mais musical, a Liberal tem uma programação fantástica, mas ela é mas musical, mas, porém já dá uma abertura pro jornalismo muito bem aplicado pelos profissionais de lá e assim sucessivamente.

Me diz uma coisa, então tu és primeiro lugar no Ibope, o horário é seis as oito da manhã?

Quatro às oito.

Quatro às oito. É sempre essa mesma estrutura de programa, essa mesma característica que tu tens, tu achas que daria certo em outro horário? Isso daí daria pra ser encaixado em um outro horário?

Olha, a minha audiência ela é tão grande, mas tão grande que ela chega a esvaziar todas as emissoras. Então pra onde eu for o pessoal vai comigo, basta eu jogar duzentos outdoor na rua, jogar carro som “Wladimir mudo de prefixo. Vá com ele porque com ele você tem a proteção” e pronto, vai todo mundo atrás não tem essa não.

Tu achas que daria certo em, não só no, no caso no outro horário?

Agora eu exigiria um som igual ao da Rauland, uma qualidade de sonorização, uma qualidade radiofônica. Porque uma coisa é todo mundo tem que se curvar é privilegiado, eu exijo muito qualidade, eu gosto de trabalhar com qualidade, com bons profissionais.