Governadores Constitucionais

•  Waldir Bouhid – Vice-Presidente da Assembléia Legislativa - 1951

Nasceu em Minas Gerais e veio para Belém durante a Segunda Interventoria de Magalhães Barata. Eleito deputado estadual na legislatura 1946-1950. Na qualidade de Vice-presidente da Assembléia Legislativa, assumiu o governo do Estado em virtude da renúncia do Major Moura Carvalho, a 30 de junho de 1950. O Dr. Waldir Bouhid tinha deixado, pela manhã, o cargo de Prefeito Municipal, sendo substituído pelo Sr. Euclides Comarú. À tarde, foi eleito na Assembléia Legislativa, reassumindo o seu cargo de 1º Vice-presidente, no lugar do Deputado João Menezes, que renunciou sob a alegação de – “razões de ordem superior”.

Pela segunda vez, Waldir Bouhid assumiu em substituição ao Coronel Alberto Engelhard, no dia 25 de janeiro de 1951, na qualidade de 1º vice-presidente da Assembléia Legislativa, no exercício de presidente. Um acontecimento ocorrido no dia 27 de janeiro marcou o curto governo de Waldir Bouhid, a Revolta da Polícia Militar. Segundo relatos dos jornais, o Batalhão da Força Pública, sediado no fundo do Palácio do Governo, se revoltou sob o comando do Major Maurício Ferreira. O quartel do Corpo de Bombeiros foi tomado sem resistência. Foi ocupada a redação do jornal “O Liberal”, órgão do Partido Social Democrático.

Quando os soldados revoltados resolveram invadir a Central de Polícia, houve violenta resistência por parte das autoridades de serviço e da Guarda Civil. Uma escolta revoltada, sob o comando do capitão Seabra, foi até a residência do Dr. Waldir Bouhid, prendendo-o. Diante da situação criada, as forças federais tomaram conta da cidade. O Dr.Waldir Bouhid renunciou as funções de Governador. E no dia 27 de janeiro foi publicada a seguinte Nota Oficial, vinda do Gabinete do Governador: “Devendo ser processada no próximo dia 28 as eleições suplementares neste Estado, o Dr. Waldir Bouhid, Governador, deliberou renunciar às suas funções, a fim de evitar que continuem as explorações políticas acerca do clima de liberdade e segurança que deve cercar aquele pleito.”

O 2º Vice-presidente da Assembléia Legislativa, deputado Porfírio Neto, foi convocado para assumir o cargo de Governador do Estado. Porfírio Neto renunciou e de acordo com o dispositivo no artigo 39 da Constituição do Estado, tornou oficial o novo Governador do Estado, o Presidente do Tribunal de Justiça, na época, desembargador Arnaldo Lobo.

 

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Bibliografia