Governadores Constitucionais

•  Luís Geolás de Moura Carvalho – 1946 - 1949/ 1959 -1961

Foi eleito Governador do Pará por duas vezes (1949 e 1958) e prefeito de Belém em 1961 a 1964. Nasceu no Rio de Janeiro a 25/06/1906. Moura Carvalho foi matriculado no Curso Especial de Armas de Infantaria, foi declarado aspirante a oficial, em 23/ 01/1930.

Em 1933, Luís Geolás de Moura Carvalho, após ter sido assistente militar do Interventor Magalhães Barata, foi eleito pela legenda do Partido Liberal, deputado à Assembléia Nacional Constituinte. No final da década de 30, Moura Carvalho retornou ao Pará, ocupou vários lugares no funcionalismo público durante a 2ª Interventoria de Magalhães Barata. Com a queda do Estado Novo, pelo extinto Partido Social Democrático, foi eleito deputado constituinte federal

No dia 11/01/1947 disputou as eleições de Governador do Estado, pelo PSD, contra a candidatura do general Alexandre Zacharias de Assumpção, apoiado por todos os outros partidos do Pará. Venceu por uma larga diferença de voto.

Em 1950, disputou o cargo de senador, no mais violento pleito já realizado no Pará, quando Magalhães Barata e Zacharias de Assumpção lutavam pela Governança.

Em 1954 foi eleito deputado estadual, ocupando a vice-liderança da bancada pessedista na Assembléia Legislativa. Reeleito em 1958. No ano seguinte, o então Governador Magalhães Barata às vésperas da morte, ditou uma emenda à Constituição do Estado e facultou aos deputados a escolha do vice-governador do Estado.

Moura Carvalho foi escolhido. E, com o falecimento do General Barata, no dia 29 de maio assumiu, pela segunda vez, o Governo do Estado.

Luís Geolás Moura Carvalho em seu governo no período de 1945 – 1949 tentou fazer da Amazônia a maior exportadora de borracha do país, porém, sem o apoio da República Federal e com a concorrência das colônias inglesas e holandesas, o governo foi obrigado a colocar em prática uma política de monopólio da importação do produto.

Com o surgimento da borracha sintética e seu rápido desenvolvimento, os industriais do Brasil não se conformavam em ter que adquirir a matéria-prima a preços supervalorizados. O Governo Federal tinha que adotar providências imediatas: ou atendia as reclamações dos industriais de São Paulo ou atendia as necessidades da região Amazônica, que caso perdesse o mercado da borracha entraria na mais violenta crise de todos os tempos, transformando-se num foco de conflitos sociais de conseqüências imprevisíveis. Nesse momento, surgiram as idéias de criação no Brasil, de refinarias de petróleo nacional de óleo cru. Ao lado dessas refinarias, seria possível a instalação de fábricas de borracha sintética. Todos os estados reivindicavam essa possibilidade. Porém, pela lógica, o Pará deveria ter a preferência (QUINTILIANO , 1960, p. 207) .

Moura Carvalho, bem que tentou trazer esse investimento para a região, ou a fábrica de artefatos de borracha ou o privilégio da instalação de uma refinaria de petróleo. Mas o apelo de Moura Carvalho não teve repercussão entre os homens da Nova República. Moura Carvalho renunciou o Governo do Estado para concorrer à vaga ao senado pelo PSD/PA, nas eleições de 1950.

No ano de 1959, quando assumiu o governo, se preocupava com acesso aos municípios do interior do Estado e via a necessidade imediata de recuperar a zona servida pela Belém-Bragança. Foi também durante o seu governo, que foram concluídas as obras da Belém-Brasília, que estava sob responsabilidade da Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia, dirigida pelo Dr. Waldir Bouhid.. Desde de 1954, a SPVEA vinha trabalhando na rodovia Anápolis-Belém, que foi o pontapé inicial para a Belém-Brasília, que teve início, em junho de 1958.

Durante o seu segundo mandato como Governador do Estado, o líder pessedista, Moura Carvalho se caracterizou pela pacificação política paraense, conturbada por muito tempo. Moura Carvalho foi considerado um dos mais pacíficos governantes. Dentre outras atividades, foi fundador do vespertino “O Liberal” e da Rádio Difusora, atual rádio Liberal.

Fontes: Biblioteca Artur Viana – Seção Obras do Pará – Relatório sobre os Governadores do Estado.

A nova constituição e a volta de Vargas

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As eleições tumultuadas de 1951

Governadores Constitucionais: Moura Carvalho

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Barata: o grande articulador político

Barata e a criação do PSD

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A composição da Assembléia Legislativa em 1950

Deputados Estaduais eleitos no pleito do dia 03 de outubro de 1950

Senadores

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O surgimento dos sindicatos

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A Sétima Arte presente no cotidiano paraense

As ruas do Comércio de Belém e o marketing inteligente

Bibliografia