Governadores Constitucionais

•  General Joaquim de Magalhães Cardoso Barata – 1956 - 1959

Natural de Belém, distrito de Val-de-Cães, Joaquim de Magalhães Barata nasceu em 02 de junho de 1888. Foi sem dúvida, o maior líder político do Pará e um dos mais controversos personagens da nossa história política.

Filho do Major Marcelino Barata, o pequeno Joaquim passou sua infância em Monte Alegre . Marcelino Barata teve que assumir a administração do núcleo de Monte Alegre até agosto de 1896. Continuou residindo no município, mas mandou seus filhos para se educarem em Belém. Em 1899, Magalhães Barata foi batizado, tendo como padrinhos, Lauro Sodré e sua esposa, dona Teodósia de Almeida Sodré.

Magalhães Barata tinha apelidos de infância, como “Mimi” ou “Baratinha”. Foi aluno do internato no Colégio Progresso Paraense, que funcionava na travessa São Mateus, hoje Padre Eutíquio, próximo a praça Batista Campos.

Já adolescente ingressou na Escola Militar como cadete. Em 1911 começou a servir no 47º Batalhão de Caçadores, sediado em Belém. Barata vivia então, num cenário político dividido entre os lemistas (partidários de Antônio Lemos) e os lauristas (correligionários de Lauro Sodré). Na condição de afilhado de Lauro Sodré é acusado de ter contribuído, direta e indiretamente, com algumas ações lauristas contra os lemistas, como o incêndio que destruiu o prédio do jornal “A Província do Pará,” em agosto de 1912.

Em maio de 1915 foi promovido 2º Tenente, tornando-se comandante da guarnição da fronteira do Brasil no Oiapoque. A promoção para 1º tenente veio em 14 de janeiro de 1919, quando Barata foi transferido para o Rio de Janeiro.

Eleito Governador do Estado no pleito de 3 de outubro de 1955, tomou posse no domingo, 10 de junho de 1956. Em 1955, Magalhães Barata voltou à chefia do Executivo paraense, depois de uma das mais empolgantes eleições já realizadas no Pará, com o povo correndo em massa às urnas, num grande espetáculo de prática democrática. Como concorrente teve o Deputado Epílogo de Campos, eminente político paraense.

Todos no Pará sabiam que o grande objetivo de Barata era ser Governador eleito pelo povo. E no Governo Constitucional que tanto ambicionava veio a falecer, ano e meio antes de terminar seu mandato.

Na terceira passagem de Barata no Executivo do Pará, com todo o apoio do Presidente Kubistchek, muitas obras foram feitas. E os políticos encontraram um Barata diferente: talvez cansado pela velhice e doença, Magalhães Barata sofria de leucemia, fez um governo de paz. Após prolongada doença e agonia faleceu às 11horas e 7 minutos do dia 29 de maio de 1959. Entretanto, mesmo no leito de dor, Barata ainda ditou o futuro do Pará: fez com o que os deputados elegessem o vice-governador (e seu substituto, já que opassamento era a coisa certa), o nome que indicava: o do ex-governador, Moura Carvalho.

 

CRUZ, 1978, p.227. Fontes: Biblioteca Artur Viana – Seção Obras do Pará – Relatório sobre os Governadores do Estado). 9 ROCQUE, 1999, p.17.

 

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Bibliografia